Na manhã do dia 29 de maio, a diretoria da ACP — composta pelo presidente Luiz Cezar Machado Mello, pela vice-presidente Susi Andrea Garcia e pelos diretores Maiguel Rodrigo Turra e Mário Herbst Garcia — reuniu-se com o secretário chefe da Casa Civil, Ranolfo Vieira Júnior, o secretário adjunto da Casa Civil, Ivandre Medeiros, a secretária adjunta da SSP, delegada Adriana Regina da Costa, e o chefe de Polícia, Heraldo Guerreiro, para tratar da principal pauta reivindicada pela associação: o resgate da simetria dos comissários de polícia.
Na ocasião, o presidente da ACP, Luiz Mello, e a vice-presidente, Susi Andrea Garcia, entregaram um relatório minucioso contendo toda a justificativa, baseada nas leis vigentes, que confronta o desnivelamento do subsídio do comissário de polícia em relação ao dos capitães da BM.
Foi explicado ao secretário Ranolfo e às demais autoridades presentes que se faz imperioso resgatar a simetria, pelas razões mantidas por mais de meio século como uma política de Estado.
Também foram reforçadas as leis que regem o cargo de comissário de polícia e suas atribuições, reconhecidas em lei desde 1965, deixando claro que esta é uma pauta prioritária da entidade e que a categoria se manterá em vigília para que seja, finalmente, restabelecido esse direito.
O diálogo foi franco e produtivo. O chefe da Casa Civil, Del. Ranolfo Vieira Jr. elogiou os fundamentos legais e fáticos apresentados e comprometeu-se a reunir-se com o procurador-geral do Estado (PGE), apresentar o relatório e debater essa reivindicação tão aguardada pelos policiais civis. Da mesma forma, o chefe de Polícia e a secretária adjunta da SSP mostraram-se favoráveis ao pleito.
Ao final, a secretária adjunta da SSP, delegada Adriana Regina da Costa, informou à vice-presidente Susi Andrea Garcia que já estava tratando, em reunião preliminar com o secretário chefe da Casa Civil, Ranolfo Vieira Jr., soluções para a questão dos policiais do PPCA o mais rápido possível — pauta que havia sido solicitada a ela na última reunião da ACP com a cúpula da SSP.
Além disso, foi informado ao presidente Mello que as promoções da Polícia Civil estão sub júdice e, por essa razão, não serão publicadas enquanto não forem resolvidas no âmbito judicial. Contudo, a ACP ponderou que o litígio precisa ser resolvido, sob pena do prejuízo ser maior ainda para os policiais civis, inclusive aqueles que estão aptos pelas antiguidade.
Quanto ao reajuste geral do funcionalismo, o governo está avaliando um possível índice de correção, ainda não definido.
A ACP informa a todos os comissários de polícia que seguirá firmemente em seu propósito, em todas as instâncias, para que a simetria seja restabelecida e, assim, faça-se justiça a todos os policiais civis do Estado do RS.