21/12/2018 – Crítica sem fundamento é desconhecer o próprio universo participe e una-se
A falta de capacidade de entendimento e/ou as conclusões sem maior conhecimento caracterizam o momento brasileiro, por isso não se admira mais nenhum disparate ilógico, mas sempre será lamentável. Com a internet se ampliam as opiniões irrefletidas sobre tudo, e a ACP/RS não raro é alvo de críticas infundadas. Sendo genéricas, não há coisa concreta a examinar, apenas a considerar um certo efeito de desconstrução até de seu ambiente corporativo, geralmente fruto de não participação no esforço comum agregador e benéfico. O que é desconhecido se torna errado, ruim ou pior, inimigo.
Nesse contexto, se torna indispensável buscar saber o perfil de quem deprecia e rejeita e seus motivos pessoais, antes de entrar em coral sem conferir. Seria a atitude policial mínima.
A ACP/RS possui meio século de expressivas conquistas salariais e de proteção concreta ao cargo, superando as tentativas de extinção do final de carreira do agente policial civil, com a desculpa titulada de modernização, por parte de interessados em si mesmo. Tanto que em meio à crise generalizada de anos do funcionalismo do Executivo, os comissários safam-se muito razoavelmente, graças à inabalável competência na obtenção de resultados pelos decanos das nossas carreiras, com honrosos e exemplares históricos profissionais, alinhados com o maior patrimônio do cargo, a respeitabilidade.
Quem prestar coerência aos fatos construtivos da tabela de subsídios (inteiramente registrados em tempo real), constatará o que possa ser discurso falso e observará que, na outra ponta, temos nossos 1a. Classe (R$ 6.366,80) percebendo menos que o técnico penitenciário classe A (R$ 8.500,00), em fato inédito na história do RS. A ACP não se deixou cair em engodo, promoveu a longa campanha vitoriosa de correção da tabela de subsídios em 2013/14 e alertou a todos os demais sobre o desnivelamento salarial que acabou mantido ao início das carreiras de inspetor e de escrivão. Sem pretender abordar sobre atividade principal e a acessória, a diferença de 33,50% a menor é gritante.
Portanto, apesar da inculcada política autofágica de desconstrução, que visa à hegemonia solitária de representação, a ACP/RS se manterá como essencial protetora dos maiores interesses do seu estamento, o que obviamente importa a ambas as carreiras de acesso.
A entidade dos comissários de polícia é verdadeiro centro de convivência, no dia-a-dia recebendo com satisfação associados, policiais de outras categorias, ativos e inativos, familiares e passantes, dando-lhes todo o apoio possível. Muitos comparecem apenas para descansar, ler os jornais, usar das dependências e conversar. Quem conhece pode dizer. Quem não ainda não, está convidado a conhecer. Comissário, sua participação é importante. Venha, avalie e associe-se.
Boas Festas e Feliz Novo Ano, ainda mais forte!
Porto Alegre, 20 de dezembro de 2018.
Luiz Cezar Machado Mello,
Presidente.