GOVERNO SURPREENDE NEGATIVAMENTE AO PROPOR DIMINUIÇÃO AO STATUS SALARIAL DAS CARREIRAS DE NÍVEL SUPERIOR DOS AGENTES POLICIAIS CIVIS
Ao ceder à demanda do Comando da Brigada Militar, o Governo do Estado equivocou-se ao propor conceder a um cargo daquela instituição duas benesses particulares, ainda sob exame financeiro.
Tudo indica que o movimento de revolta da base brigadiana nada rendeu de maior aos piores salários, mas beneficiou a argumentação dos coronéis PM para que a remuneração dos capitães, cargo inicial e temporário de carreira, fosse grandemente contemplado.
O fato de excepcional reajuste a um só cargo, em prosperando, assinalaria um grave rompimento na histórica similaridade salarial entre os cargos policiais civis e brigadianos, altamente diminuidor à estrutura remuneratória da Polícia Civil.
A revelar um corporativismo selvagem, a referida similaridade cinquentenária é permanentemente usada pelos Comandos da Brigada Militar quando em busca de faixa salarial que lhe convém.
Entretanto, não hesita mudar de direção ao tentar justificar a diferenciação que pretende.
Justamente no momento em que todas as carreiras de ambos os Quadros aspiram por verem prosperar seu plano de reestruturação geral, já em mãos do Governo, alguns se deixam convencer pela elite corporativa, cometendo um equívoco comprometedor de toda a filosofia política conhecida da atual Administração.
Para esclarecer a verdadeira natureza das alterações lançadas, as quais são insidiosas porque não reveladas por inteiro e perturbantes porque colocam em xeque a harmonia e cooperação entre policiais, esta entidade de classe hoje apela à Chefia de Polícia Civil para que também interceda, fortemente, em favor das carreiras ora sob ameaça de dano moral e material, eis que, com a perda referencial do seu último patamar salarial, sofreriam diminuição em bloco.
O apelo ao Senhor Chefe de Polícia Ranolfo Vieira Júnior, detalhando a frustrante situação oferecida à Instituição que comanda, segue em anexo.
Conclamamos a todos os policiais civis a refletirem e agirem contra a diferenciação.
Francisco de Paula Souza da Silva.
Presidente.

